segunda-feira, 9 de novembro de 2015

REVIEW X-MEN: DESTINY

Sempre temidos, sempre odiados
X-Men: Destiny começa de forma um pouco corrida e “do nada”. Quem não é tão fã dos quadrinhos pode acabar um pouco perdido, já que a saga parte do princípio que o jogador conhece os personagens bem e também o seu universo. Dito isto, saiba que o Professor X, ou professor Xavier, está morto. E isso não é um spoiler, já que faz parte da sinopse do game. Com isso, Ciclope e Emma Frost (a Rainha Branca) assumem seu lugar como líder da Escola para Jovens Super Dotados e tentam criar, enfim, paz entre humanos e mutantes.
Durante um discurso, os X-Men estão com a palavra e tentam fazer com que todos entendam que eles estão ali, entre iguais, e não como ameaças. Paralelamente, um grupo conhecido por pregar ódio contra mutantes está nas redondezas, protestando contra o evento de “paz”. É neste meio de multidão que conhecemos nossos três possíveis protagonistas do jogo.
X-Men: Destiny (Foto: Divulgação)X-Men: Destiny (Foto: Divulgação)
Andando por entre as pessoas estão os personagens – Aimi Yoshida, jovem refugiada do Japão; Grant Alexander, estudante e jogador de futebol americano; e Adrian Luca, um tipo de office boy moderninho. O jogador tem a tarefa de escolher entre um deles para que viva a saga. Mas como a escolha afeta o game em si? Cada personagem tem sua própria história inicial e diálogos com os personagens da aventura, basicamente.
Após de tal escolha, é hora do caos. Claro que tudo não sai como planejado no discurso e um misterioso ataque ameaça humanos e mutantes. Aparentemente é Magneto que está por trás de tudo, mas ninguém sabe ao certo. Cabo aos X-Men impedirem que o pior aconteça, tarefa que também é do jogador, que possui poderes recém-adquiridos.
Jogabilidade indecisa
X-Men: Destiny é um jogo em cima do muro. Ele não sabe sequer ser RPG, se quer ser um game de aventura, de ação ou apenas de pancadaria sem fim. A Activision o vende como um título repleto de possíveis escolhas, onde as decisões do jogador afetam a história e sua evolução de poderes. Na verdade, não é bem assim.
Comecemos pela jogabilidade, bem básica, na verdade básica até dizer chega. A ação ocorre em terceira pessoa e o jogador conta com os botões de sempre – ataque fraco, ataque forte, pulo, entre outros. E possível fazer combinações de golpes e, claro, combinar botões entre si para golpes especiais, como um salto que culmina com uma grande pancada no chão, que faz afastar os inimigos. Porém, a coisa não evolui muito daí.
X-Men: Destiny (Foto: Divulgação)X-Men: Destiny (Foto: Divulgação)
Ao jogar um pouco com os três personagens (começando um novo jogo com cada um) é possível notar que a jogabilidade entre eles não muda. Os golpes básicos sempre serão os mesmos. Para tentar varia um pouco entra em cena a decisão de poder principal. No início do game o jogador é convidado e selecionar qual vai ser seu poder primário – Controle de densidade, projeção de energia e sombras materiais. Os nomes são bem diferentes, mas não espere uma grande variação entre eles. São, basicamente, poderes de ataque com brilhos e efeitos especiais, nada mais.
Talvez você pense que passar o game inteiro com um poder só seja um pouco sem graça. Talvez, e por isso mesmo a produtora resolveu inserir um esquema sem pé nem cabeça, onde o jogador pode coletar “genes” de outros mutantes famosos e utilizá-los em forma de poder. Isso não é muito bem explicado no game e acaba soando forçado. É possível, por exemplo, utilizar pele de gelo do Homem de Gelo e, ao mesmo tempo, ser super-rápido com o poder de Mercúrio. Para piorar, os possíveis personagens de onde coletamos os genes são até variados, mas há poderes iguais entre eles. A velocidade, por exemplo, pode ser obtida tanto de Mercúrio quanto de Estrela Polar.
Decisões, decisões, decisões
X-Men: Destiny (Foto: Divulgação)X-Men: Destiny (Foto: Divulgação)
Como citamos, uma das novidades que rodeavam a premissa de X-Men: Destiny era seu sistema de decisões. A promessa era de que o jogo seria, no mínimo, parecido com o popular Mass Effect, com diversas opções de diálogos e decisões que afetam o desenvolvimento do personagem e da história. Bem, a promessa passou longe disso, bem longe.
O jogo é, sim, cheio de diálogos – todos dublados – e também com decisões, mas elas na verdade não afetam em absolutamente nada. Ok, afetam o final do game, que pode ser bom para os X-Men ou bom para a Irmandade de Mutantes (os vilões), mas o desenrolar de toda a história continua na mesma, bem como o suposto desenvolvimento do personagem e sua relação com figuras famosas que aparecem no game. No final das contas, ficou tudo na promessa, uma decepção atrás da outra.
As “variações” do jogo se limitam às possíveis combinações dos poderes dos genes (explicados ali em cima) e também a uma ou outra escolha de diálogo que é importante para o final. Aliás, o final é definido por pontos de Irmandade ou pontos de X-Men, que o jogador ganha se ficar do lado de uma ou outra facção.
X-Men: Destiny  (Foto: GameInformer)X-Men: Destiny (Foto: GameInformer)
Vale lembrar ainda que o game não dura pouco mais de cinco ou seis horas nas mãos de jogadores mais animados. Tudo bem que a premissa é terminar a história com os três heróis principais (o que pode somar até 15 horas de jogo), mas a verdade é que não há o mínimo incentivo para isso, já que a aventura pouco varia. Se ao menos os poderes mudassem, mas nem isso.
Participações mais do que especiais
Um dos poucos pontos positivos do game fica por conta das participações especiais, ou nem tão especiais assim, já que não dá para ter um jogo de X-Men sem… os X-Men. Espere encontrar figuras famosas tanto pelo lado do bem quanto por conta dos vilões. O onipresente Wolverine, claro, não poderia deixar de aparecer, mas ele só pinta mais para a frente da história.
A lista de participações é grande, com nomes bem famosos (Ciclope, Noturna, Gambit) e outros nem tanto assim, que só os fãs e leitores atuais dos quadrinhos Marvel vão reconhecer (como Faísca e Fada). A escolha dos personagens foi acertada, ainda que um ou outro nome fique faltando. Nada de Vampira ou Jean Grey (tudo bem, essa daqui está atualmente morta nos quadrinhos e há um bom tempo).
X-Men: Destiny (Foto: Divulgação)X-Men: Destiny (Foto: Divulgação)
Por falar em personagens, a dublagem de cada um ficou a cargo de atores bem conhecidos para quem acompanha filmes e seriados televisivos – não necessariamente dos X-Men. Milo Ventimiglia, o filho doRocky Balboa e também o Peter Petrelli do seriado Heroes faz a voz de um dos personagens principais. A heroína japonesa é dublada por Jamie Chung, atriz de filmes de ação, como a adaptação de Dragon Ball Z para os cinemas. Até mesmo o sempre presente Nolan North (da série Uncharted e um monte de outros jogos) está no elenco.
Sem mutação no visual
O trabalho gráfico de X-Men: Destiny não chama a atenção. Por ser um jogo avançado da atual geração, esperávamos ao menos modelos bem detalhados, cenários cheios da vida e cores dos quadrinhos e mais um monte de efeitos legais. Bom, tudo passa bem longe disso, já que a coisa toda é ao contrário do que citamos.
Os cenários são genéricos, os personagens não possuem visual nada inspirado e até os heróis famosos, com visuais já estabelecidos, estão representados de forma estranha no jogo. Como um todo, os gráficos não saltam aos olhos.
X-Men: Destiny (Foto: Divulgação)X-Men: Destiny (Foto: Divulgação)
Conclusão
X-Men: Destiny talvez valha a pena para os fãs, já que é possível “contracenar” com uma série de personagens famosos dos quadrinhos e até viver um pouco de suas histórias. Mas, para quem procura apenas um jogo de ação de qualidade a coisa vai desandar. O game não apresenta a variação prometida e tem uma jogabilidade bastante repetitiva. Vale citar que os gráficos são fracos, a história é curta e não incentivo para uma segunda jogada. No final, algumas poucas coisas se salvam, mas é melhor não se preocupar muito com este X-título.

Veja lista dos games de Xbox 360 que irão rodar no Xbox One

A Microsoft divulgou a lista de jogos que oferecerão a compatibilidade; confira abaixo. A empresa afirmou que irá anunciar mais títulos em dezembro, além de que irá oferecer uma votação para os usuários elegerem os jogos que têm mais interesse.

Segundo a empresa, todos os meses novos games serão adicionados à lista de retrocompatibilidade. A empresa já confirmou que já estão sendo adaptados para a nova plataforma os games "Halo Reach", "Halo Wars", "Call of Duty: Black Ops", "BioShock", "BioShock 2", "BioShock Infinite" e "Skate 3".
 

Abaixo está a lista dos primeiros games que estarão disponíveis a partir do dia 12 de novembro.
 

A Kingdom for Keflings                
Lode Runner™
A World of Keflings                       
 LUMINES LIVE!
Alien Hominid HD                       
 Mass Effect™
Assassin’s Creed II                       
 Metal Slug 3
Asteroids & Deluxe                       
 Metal Slug XX
Banjo Kazooie®: Nuts & Bolts     
  Might & Magic Clash of Heroes™
Banjo-Kazooie®                       
 Mirror’s Edge™
Banjo-Tooie®                              
  Missile Command
BattleBlock Theater                       
 Monday Night Combat
Bejeweled 2                               
 Monkey Island: Special Edition
Bellator: MMA Onslaught       
 Monkey Island 2: Special Edition
Beyond Good & Evil HD               
 Ms. Splosion Man™
Blood of the Werewolf               
 Mutant Blobs Attack!!!
BloodRayne: Betrayal               
 N+
Borderlands                               
 NBA JAM: On Fire Edition
Call of Juarez® Gunslinger      
  NiGHTS into dreams…
Castle Crashers                       
 Operation Flashpoint™: Dragon Rising
CastleStorm                               
 Pac-Man: Championship Edition™
Centipede & Millipede               
 Pac-Man: Championship Edition DX+
Condemned: Criminal                   
 Origins Perfect Dark
Crazy Taxi™                               
 Perfect Dark Zero
Deadliest Warrior: Legends       
 Phantom Breaker:Battle Grounds
Defense Grid: The Awakening      
 Pinball FX™
DiRT 3                                       
 Plants vs. Zombies
DiRT Showdown                       
 Prince of Persia
Discs of Tron                               
 Putty Squad
Doom                                       
 Rayman 3 HD
Doom II                                       
 R-Type Dimensions™
Dungeon Siege III                        
Sacred Citadel
Earthworm Jim HD                       
 Sega Vintage Collection: Alex Kidd & Co.
Fable II                                        
Sega Vintage Collection: Golden Axe
Fallout 3                                       
 Sega Vintage Collection: Monster World
Feeding Frenzy                        
Sega Vintage Collection: Streets of Rage
Feeding Frenzy 2                        
Shadow Complex
Gears of War                               
 Sonic CD
Gears of War 2                        
Sonic The Hedgehog
Gears of War 3                        
Sonic The Hedgehog 2
Gears of War: Judgment               
 Sonic The Hedgehog 3
Golden Axe™                                
Super Meat Boy
Halo: Spartan Assault               
 Supreme Commander 2
Hardwood Backgammon®       
 Tom Clancy’s RainbowSix Vegas
Hardwood Hearts®                        
Tom Clancy’s RainbowSix Vegas 2
Hardwood Spades®                
South Park: The Stick of Truth™
Heavy Weapon                        
Torchlight
Hexic HD                                       
 Toy Soldiers
Ikaruga                                        
Toy Soldiers: Cold War
Jetpac Refuelled                       
 Tron: Evolution
Joy Ride Turbo                       
 Ugly Americans: Apocalypsegeddon
Just Cause 2                                
Viva Piñata
Kameo™: Elements of Power       
 Viva Piñata: Trouble In Paradise
LEGO Pirates of the Caribbean    
 Wolfenstein 3D
LEGO Star Wars                       
 Zuma

sábado, 7 de novembro de 2015

2000 Visualizações


Pode parecer pouco mas, para quem não tem nenhum patrocínio e apoio é uma grande coisa...
Agradeço a todos vocês que acompanham as matérias e curtem cada vez mais nossa página no Facebook.
Valeu galera e até as milhares mais de visualizações!

GTA 5 PARA PC: OS MODS MAIS LOUCOS


A série Grande Theft Auto é conhecida pelos seus vários mods criados pela comunidade, e GTA 5 não é diferente. Há cada mês, desde que a versão PC foi lançada, dezenas de novos mods ganham a internet, cada um mais louco que o outro. Vendo todas essa criatividade, essa energia, esse tempo dispensado, não consigo entender porque a Rockstar demorou tanto para lançar a versão para Windows.

Claro que existe uma imensidão de outros exemplos que não estão nessa lista. A comunidade só cresce e novos scripts são disponibilizados para download o tempo todo.

Existem mods que fazem apenas alterações estéticas, outros que acrescentam novos veículos, roupas e armas. Há aqueles também que destravam partes do jogo ou alteram a jogabilidade, mas nenhum se encaixa nesta lista, que quer apenas mostrar uma seleção com sete mods mais malucos que encontrei por aí.


Hulk

Este talvez seja um dos mods mais brutais de GTA 5. No vídeo abaixo, feito por GTA X Scripting, você vê o mod de JulioNIB em ação. Repare como os policiais e suas balas não têm a mínima chance. E a julgar pelo que conhecemos dos Hulk dos quadrinhos e do cinema, o script está bem fiel ao personagem, com pulos altíssimos e força descomunal.

Boneco de pano

Este mod de GTA V não tem nenhum efeito prático na ação do jogo, mas é um dos mais engraçados que existem. O script mexe no modo como a física age nos personagens do game, desta forma, eles ficam caindo como se fossem bonecos de pano, sem estrutura interna. Por isso o nome “ragdoll”.

Arma gravitacional

O conceito desta arma é diferente da “Arma que dispara carros”. Neste caso, você pode capturar qualquer objeto ou pessoa no cenário, carros, caminhões e tudo mais, e disparar contra outros objetos ou pessoas. Pelo vídeo, fiquei com a sensação de que é difícil controlar a física desta arma, mas isso não a faz menos divertida do que as outras maluquices deste jogo.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Metal Gear Rising: Revengeance

Quando Hideo Kojima se apercebeu que o seu estúdio, o Kojima Productions, não estava a conseguir lidar com a produção de Metal Gear Rising, poderia ter contactado qualquer estúdio do planeta, que seriam poucos aqueles que se recusariam a ficar encarregues de dar um rumo ao jogo. Metal Gear é uma das séries mais icónicas e mais respeitadas nos videojogos, é um privilégio e uma honra poder contribuir para o seu desenvolvimento, seja até através de um spinoff como Metal Gear Rising: Revengeance. Kojima poderia ter escolhido outros estúdios, mas não, a sua primeira escolha foi o Platinum Games, um dos melhores estúdios da atualidade. Tenho dito que o Platinum Games é mestre em fazer jogos de ação, e Metal Gear Rising: Revengeance só vem provar precisamente isso.
Antes de me aprofundar na escrita desta análise, quero já responder àqueles que acusam este jogo de não ser um verdadeiro Metal Gear. Se por um "um verdadeiro Metal Gear" entendem um Metal Gear como anteriores (principalmente ao nível da jogabilidade), então a resposta é não. Mas Metal Gear Rising: Revengeance tem todo o direito de estar inserido no universo de Hideo Kojima, que é tão rico e com tanto para explorar, que seria um desperdício limitar a série ao enredo principal. E como tem lugar após os eventos de Metal Gear Solid 4, não corre o risco de interferir com a estória dos jogos anteriores
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Raiden é a personagem ideal para um spinoff, tem a sua própria jogabilidade, passado e motivos, para além de ter aparecido em dois Metal Gear Solid, pelo que os fãs já estão familiarizados com a personagem. Ter jogado os jogos anteriores da série é sem dúvida uma vantagem em Metal Gear Rising: Revengeance, pois facilitará uma melhor compreensão do enredo e porque são feitas referências aos eventos do passado várias vezes. Os jogadores que não estejam familiarizados com a série poderão desfrutar dele, mas é um jogo "mais rico" para os fãs de Metal Gear.
A jogabilidade pode ser diferente de tudo o que já foi visto em Metal Gear, Revengeance trata-se de um hack and slash extremamente rápido, enquanto o ritmo dos Metal Gear Solid é pautado, mas os temas abordados pela estória continuam os mesmos: dilemas éticos (o que é moralmente correto e o que não é), companhias que lutam pelo domínio mundial, e seres humanos com o corpo altamente modificado. Mas acima de tudo, este é um jogo em que ficamos a conhecer Raiden, que se tornou numa pessoa completamente diferente depois dos eventos de Metal Gear Solid 2.
Raiden é equiparável a um justiceiro. A sua espada é um meio para proteger os mais fracos, mas ao mesmo, há um lado negro desta personagem nunca antes visto que é revelado no decorrer do jogo. Os acontecimentos de Revengeance afetam Raiden ao nível pessoal, devido ao seu passado conturbado. Ao longo do jogo passa por uma transformação continua, que para superar o novo inimigo, torna-se mais frio e mais forte, mas sem nunca abandonar por completo o seu lado justiceiro.
"Metal Gear Rising: Reveneance Rising é rápido, furioso, vibrante, entusiasmante, tudo isto graças à jogabilidade."
A jogabilidade é, como já se esperava, o ponto alto de Revengeance. É neste aspeto que o Platinum Games brilha e mostra o seu talento, e digo isto sem querer menosprezar os restantes aspetos. Do princípio ao fim apenas encontrei um incómodo: a câmera. Esta por vezes pode assumir perspetivas nas quais deixa de ser possível visualizar o inimigo. O problema pode ser facilmente resolvido com o lock-on, a não ser que estejam a combater contra múltiplos oponentes.
Metal Gear Rising: Reveneance Rising é rápido, furioso, vibrante, entusiasmante, tudo isto graças à jogabilidade, que é precisa e responde imediatamente ao toque nos botões. Este é um caso em que os 60 fotogramas por segundo fazem toda a diferença, o jogo nunca seria tão fantástico e fluido sem este fator.
O combate é brutal, Raiden corta os seus inimigos sem piedade, mas há uma certa elegância, é uma autêntica dança da morte. O culminar desta dança são os momentos Zan-Datsu, nos quais o jogador recebe o controlo total da espada de Raiden e pode cortar livremente os oponentes. Esta é uma das mecânicas fundamentais e que permite a Raiden reenergizar-se, desde que corte o oponente no local certo (assinalado com um quadrado vermelho) para lhe consumir a coluna vertebral (fonte de energia). Com uma mecânica tão poderosa como esta, há necessariamente um equilíbrio para não tornar o jogo demasiado fácil. Apenas poderão usar esta mecânica de imediato nos inimigos mais fracos, os mais fortes requerem um "amolecimento", se é que me entendem.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

REMEMBER ME

Overdose de memórias.
Todos nascemos num certo tempo, num local específico, temos uma origem e foi-nos dado um nome, que mesmo que não gostemos, acaba por nos definir. Mas o que é que determina a nossa identidade? Não se trata do nosso corpo físico, esse é o nosso "eu". O que nos define internamente é o processo cognitivo que nos permite refletir sobre quem somos, o "self". A sua construção surge pela acumulação de experiências ao longo de toda a vida, experiências essas cujas emoções e descodificação linguística acabam por nos marcar, e direcionar a nossa evolução.
O que é certo, o que é errado, o que fazemos facilmente, o que nunca faríamos, os nossos critérios de julgamento em cada situação, tudo que damos como garantido e afirmamos convictamente ser o "normal". As memórias são a chave dessa sobreposição de experiências, mesmo que não se encontrem à disposição estilo memória RAM, algures no nosso "disco" estão impulsos passados que nos definem mais do que julgamos.
A capacidade de manipular memórias utilizando a tecnologia não é uma ideia nova na fantasia, é muito comum no cinema por exemplo, mas no caso dos jogos não é muito explorada. Ora, em 2084 as memórias são o autêntico vício da humanidade, como o facebook do futuro. São transacionáveis, e por isso podem comprar umas férias em Marte como fez Arnold Schwarzenegger no filme se assim desejarem. O problema é que manipular as memórias de alguém é um tremendo poder, e trata-se de um processo que pode facilmente correr pelo pior.
O cenário é a bela cidade de Paris, numa visão futurista que esteticamente parece um mundo retirado da ficção científica montado em cima da Paris actual. É belo em detalhe, e muito marcado por contrastes e desigualdades exacerbadas pelos efeitos da tecnologia, o pano de fundo comum do estilo Cyberpunk. O primeiro contacto é com a parte mais podre do cenário, onde vivem os indigentes esquecidos pela sociedade e conhecidos por Leapers. Estes não se comportam como um humano vulgar, nem tão pouco conservam a totalidade da aparência humana, parecem-se mais com o Gollum do senhor dos anéis.

Mais sobre Remember Me

"Podem comprar umas férias em Marte como fez Arnold Schwarzenegger no filme se assim desejarem."
A memória de quem foram outrora está perdida, retirada por um ou outro motivo do seu Sensen, o aparelho que os cidadãos em 2084 possuem na zona do pescoço e que serve para aceder às memórias de cada um. São também agressivos por natureza e um dos inimigos que encontrarão mais frequentemente na pele de Nilin, a protagonista de Remember Me, e segundo dizem, a melhor caçadora de memórias de que "há memória".
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Parece frágil, mas Nilin tem muito para revelar.
Mas como estamos em 2084 e nem na memória podemos confiar, a construção, ou melhor, a reconstrução de quem somos exatamente vai sendo feita à medida que jogamos. Isto porque quando o controlo de Nilin passa para as nossas mãos, estamos no processo de ter a réstia de memória que nos sobra permanentemente apagada nas instalações da Memorize, a grande corporação que controla a tecnologia Sensen.
É neste quadro dramático que o jogo se apresenta, com um protagonista que em teoria já foi o melhor naquilo que faz, mas que não se lembra. Para escapar das instalações da Memorize com o que pouco que lhe resta, Nilin tem que confiar numa voz que a alcança através do Sensen e que a parece conhecer de outras andanças. Esta figura apresenta-se como Edge, líder de uma espécie de grupo rebelde (Errorists) e que conduz Nilin ao exterior de uma forma pouco convencional, diretamente para o Slum 404, uma das zonas mais podres de Neo Paris.
A estética é inesperadamente o ponto mais forte do jogo, mesmo nestas áreas onde a escuridão e a desorganização imperam. Depois à medida que avançamos para as zonas ricas a arquitetura é mais imponente e futurista, mas o que me surpreendeu mesmo foi o equilíbrio de cores e formas, das várias áreas, é um ambiente desorganizado mas parece autêntico. As texturas não são o melhor que já vi mas são competentes, existem alguns problemas nas expressões faciais durante os diálogos, mas que são esquecidos devido à imponência do estilo e grandes planos que o jogo força propositadamente durante as escaladas.
Remember Me está longe de ser um jogo de plataformas, mas existem muitos momentos em que a navegação funciona a trepar de plataforma em plataforma, de prédio em prédio, de forma automática e muito ao estilo do God of War, mas tal como este, sempre com um show-off visual que impressiona, com cenários marcantes e com muita profundidade. Dá vontade de explorar Neo Paris, possibilidade que infelizmente é algo limitada, mas já lá vamos.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Fallout 4: Vazam imagens capturadas do PS4


Fallout 4 está bem próximo do seu lançamento e, como os segredos geralmente não são guardados, imagens capturadas do PS4 vazaram na rede.
Anteriormente, vários vídeos de gameplay do jogo também foram divulgados de forma não oficial, mas estes foram retirados do ar pela Bethesda que, naturalmente, não ficou contente com as antecipações.
Pete Hines, vice-presidente de marketing, revelou sua tristeza e insatisfação em relação ao vazamento dos conteúdos, ressaltando:
É como se alguém abrisse seus presentes de Natal antes do dia.
Ainda ressentido, Hines destacou que não responderia qualquer pergunta sobre o conteúdo que constava nas imagens ou vídeos que escaparam na internet. Anteriormente, a produtora afirmou que não iria tolerar qualquer conteúdo ou referência não oficial de Fallout 4.
As imagens ilustram o potencial do novo game, com detalhes de cenários, cidades, inimigos e toda uma atmosfera pós-apocalíptica.
Já que elas estão por toda parte, vale conferir a galeria:


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