segunda-feira, 7 de março de 2016

Deadpool — Análise (com spoilers)

Deadpool — Análise (com spoilers)
Todo mundo dizia que era um filme impossível de ser feito. Que a Fox tinha jogado o personagem na latrina após a bombaWolverine: Origens. Que era a maldição de seu criador, o pior artista das HQs de todos os tempos.
Precisou um Ryan Reynolds realmente apaixonado pelo anti-herói mais maluco da Marvel para convencer a Fox de que Deadpool merecia uma nova chance. Ela foi dada. Resultado? O filme do mercenário tagarela é o melhor filme de heróis que o estúdio já produziu, e não deve em nada aos primos da Marvel Studios. Eu chego a dizer que é tão (se não mais) divertido que Os Guardiões da Galáxia.
Um aviso: haverão SPOILERS, portanto prossiga por conta e risco.
A Origem
Rob Liefeld é um arremedo de artista. O auto-proclamado desenhista e roteirista que se acha a última bolacha do pacote é culpado por boa parte das porcarias que rechearam os quadrinhos nos anos 1990, principalmente por sua completa falta de imaginação e inabilidade absoluta de compreender a anatomia humana (procurem por “Captain America Liefeld” ou “Cable Liefeld” no Google Imagens e tenham pesadelos). Mesmo Deadpool, sua mais notória criação (em conjunto com Fabian Nicieza) não é o que conhecemos hoje por culpa dele. Desenvolvido como uma cópia descarada do Exterminador da DC Comics (nem no nome ele é original, Wade Wilson contra Slade Wilson), ele era basicamente mais um vilão meia-boca e inimigo do Wolverine.
Quando Liefeld pulou fora da Marvel para se juntar à Image, Deadpool ganhou uma ou outra minissérie mas em geral a editora o odiava. Só em 1997 que ele deixou de ser um personagem sério, se tornando uma sátira da própria indústria de quadrinhos ao ser o único super-herói consciente de que vive dentro de um mundo de HQs. Isso já rendeu passagens hilárias:
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Esse é um de seus poderes mais interessantes, ninguém lembra de seu fator de cura exceto quando ele está juntando seus pedaços espalhados. Seu outro poder é que Deadpool é doido de pedra. E absurdamente completamente irremediavelmente nerd freak de cultura pop. Do tipo que fez isso com a Kitty Pryde:
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Ou isso, para alegria de todos os fãs da trilogia clássica:
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Deadpool é o tipo de personagem que nos lembra que levar personagens fictícios a sério não faz o menor sentido. Travamos discussões acaloradas sobre a ciência envolvida em um filme onde um cara dispara raios pelos olhos. O grande problema é que por causa de autores como Alan Moore, Frank Miller e posteriormente Brian Singer a mídia passou a tratar os heróis com mais seriedade, justificando que eles precisavam ser mais reais, mais inseridos no nosso mundo. Não tem lógica, mas por anos foi assim.
O primeiro filme dos X-Men, embora seja tosco se visto hoje em dia causou um impacto tão grande que nos quadrinhos os mutantes trocaram as roupas coloridas e por um tempo passaram a se vestir de couro preto. Precisou Joss Whedon anos depois fazer o Ciclope dizer que “o preto está deixando todo mundo louco” para justificar a volta dos colantes.
Nos cinemas, por outro lado os filmes com heróis são mais sérios. A Marvel Studios possui algumas exceções (o primeiro Homem de Ferro, o primeiro Capitão América, Vingadores, os Guardiões e o Homem-Formiga), mas a Fox só fez filme carregado de drama. Haveria lugar para um personagem que é tudo, menos sério estrelar um filme?
Sim, só precisavam de alguém louco o bastante para carregar o projeto no colo. Foi aí que Ryan Reynolds entrou.
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“I know, right?”
Hora de consertar as coisas
O ator pode ser terrível (ou como Wade diz no filme, ele não possui grandes qualidades interpretativas) mas foi um dos primeiros a descer a lenha na Fox por causa do Deadpool que ele foi obrigado a dar vida no filme do Wolverine; o problema é que ele mesmo lançou depois a porcaria do Lanterna Verde e virou uma piada pronta, uma bomba ambulante no cenário de filmes de super-heróis.
Dá para engolir outro filme com ele como protagonista? Até dá, principalmente se lembrarmos que antes do Capitão América o Cris Evans foi o Tocha Humana. Todo mundo merece segundas chances e para nossa alegria Reynolds é fã do mercenário bocudo.
Ele então tomou a frente, comprou briga com Deus e o mundo dentro da Fox, fez uma campanha massiva para que o Deadpool ganhasse um filme. Ele só ganhou sinal verde quando o teste foi ao ar, onde muitos acreditam que o próprio produziu e pagou do bolso.

Segundo passo: Reynolds queria a Marvel diretamente envolvida na produção, nada de uma piração solo da Fox. Para isso conseguiram Tim Miller, que trabalhou como diretor de segunda unidade de Thor: O Mundo Sombrio e desenvolveu efeitos visuais para Scott Pilgrim Contra o Mundo, além de ter trabalhado em games como Star Wars: The Old Republic eMass Effect 2. Deadpool é sua estreia no comando de uma película mas seu currículo já deixava claro, ele não é um amador.
Resultado: com todo mundo se empenhando em apresentar um produto decente e à altura do personagem Deadpool é um filme deliciosamente divertido e violento até dizer chega, como há muito não se via. E fiel às origens mas sem se deixar amarrar pelas HQs. Ele sequer depende dos filmes dos X-Men e é excelente por isso, mais gente poderá curtir.
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O mais legal: o filme é MESMO uma história de amor (violenta e hilária, mas é)
A Resenha
Mas então, falemos do filme. Wade Wilson é um ex-membro das forças especiais que atua como um mercenário sem nada melhor pra fazer da vida, até o momento em que ele conhece a garota de programa Vanessa (Morena Baccarin, a melhor reptiliana naquela bomba do remake de V), e é amor à primeira vista. O casal vive uma paixão frenética (com várias cenas de sexo para lá de quentes, incluindo inversão de papéis e cintaralho), até o momento em que Wade descobre estar morrendo com um câncer terminal.
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É aí que ele cede a uma “oferta” para servir de cobaia em um experimento secreto que promete curá-lo, e dar em troca poderes inimagináveis. Claro que tudo dá errado, o procedimento que visava criar armas obedientes o deixa ainda mais louco e com uma cara de abacate estragado, apesar do fator de cura.
Mas isso você acompanha através de flashbacks, o filme mesmo começa com Deadpool perseguindo Francis/Ajax (Ed Skrein), o responsável por roubar sua cara para obrigá-lo a reverter o processo e torná-lo mais apresentável para ele poder voltar para sua namorada. E claro, matando todo mundo que se coloca no seu caminho da forma mais violenta possível.
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Ajax é basicamente o mesmo que nas HQs, um mercenário e cientista que passou por um processo similar ao Wade, mas foi premiado com força e reflexos ampliados e imunidade à dor. Seu braço direito é a Pó de Anjo (Gina Carano), uma mutante com força sobrehumana o suficiente para peitar o Colossus, um russo de mais de dois metros de altura feito de aço orgânico, capaz de demolir um prédio com um soco.
Bem, peitar é força de expressão…

É preciso fazer uma ponte com os X-Men (já que o filme do Apocalipse estreia em 2016), mas o orçamento que o Deadpool conseguiu para seu filme não foi grande o bastante para chamar todo o elenco (é sério, essa é a desculpa que Wade dá no filme); logo teremos que nos contentar com um personagem em CGI e uma novata da escola do prof. Xavier. É o que deu para pagar…
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Colossus (voz de Stefan Kapičić, de 24 Horas e Numb3rs e MoCap de Andre Tricoteux; Daniel Cudmore, que viveu o personagem nos filmes dos X-Men fez doce e recusou o papel) é basicamente um bundão. Ele tenta em vão colocar juízo na cabeça do Deadpool o filme inteiro e se recusa a afundar a Pó de Anjo no chão por questões de bom-mocismo extremo (com direito a salvar a Carano de pagar peitinho no filme), e ainda encontra tempo para fazer discursinho de heroísmo e posar como o bom professor, que come cereais com leite e não fala palavrão.
Ou seja, é um banana de metal. E é recompensado com um merecido soco bem dado nos países baixos.
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Já a X-Woman em treinamento Negasonic Teenage Warhead (nome tirado de uma música da banda Monster Magnet), interpretada pela estreante Brianna Hildebrand é totalmente diferente da versão das HQs: antes uma telepata, aqui ela gera explosões nucleares em pequena escala, num caso claro de ligar o nome ao poder (é dedo da Fox, só pode).
No mais ela é uma boa mutante novata, uma adolescente normal que twitta quando vai dar porrada em vilões (só faltou selfie no Instagram) e que gosta das pirações do Deadpool; ela rende uma óbvia piada dada sua aparência (se você possui 35 anos ou mais já associou o nome à pessoa desde sua primeira aparição em trailers; Wade só não deixa passar batido) e poucas, mas boas cenas de ação. E Negasonic nem de longe é boazinha como o Colossus, o que dá a entender que seus conselhos estão entrando por um ouvido e saindo pelo outro.
No mais são quase duas horas de piadas, quebra da quarta parede o tempo todo, referências a quadrinhos, filmes, músicas, etc etc etc. Quem leu as histórias vai se divertir, mas não é necessário ter conhecimento de qualquer coisa do universo da Marvel para curtir o filme. Tem piada com o elenco, o plot, com Lanterna Verde, com a versão tosca do personagem no filme do Wolverine, com o próprio carcajú mais de uma vez… É uma aventura sanguinolenta e hilária em busca de redenção, amor e vingança, não necessariamente nessa mesma ordem.
Tem Stan Lee? Cena pós créditos? Rob Liefeld!?
Primeiro: sim. Stan Lee havia dito que essa era uma das mais divertidas aparições que ele já fez em um filme da Marvel, e ele não estava brincando.
Segundo: sim, e por tudo que há de mais sagrado NÃO SAIA DA SALA até o último segundo. Você não vai se arrepender.
Terceiro: siiiiiim, e para alegria de todos tendo o que merece.
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Conclusão:
Deadpool é um filme para todos os públicos, desde que a partir de 18 anos (aqui no Brasil ele ganhou a inexplicável classificação de 16 anos, e eu particularmente não acho que esse seja um filme adequado para quem ainda não saiu das fraldas, independente do que os floquinhos digam). Os mais jovens vão curtir, os velhacos vão se esbaldar com piadas e referências de coisas dos anos 70 e 80, algumas até bem obscuras (Ryan Reynolds disse que o filme possui cerca de 100 ovos de Páscoa, portanto divirta-se caçando todos) e todo mundo sairá satisfeito, com um sorriso de ponta a ponta e torcendo pela continuação, e pelo que fizeram no primeiro e a futura resposta do público é inevitável que ele virá, só se a Fox não quiser ganhar dinheiro.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Jogador enlouquece ao ganhar arma rara em "Counter Strike"


Receber algo bom e totalmente inesperado em um game pode levar qualquer jogador à loucura, como bem sabemos. Ainda mais se esse “algo” for algum tipo de item super raro no jogo em questão.
O melhor e mais recente exemplo disso foi um americano que, ao abrir algumas caixas com armas de “Counter Strike: Global Offensive” com sua mulher, conseguiu a faca “Butterfly Knife”, um dos itens mais raros do game.

Obviamente que, sem esperar por isso, o rapaz enlouqueceu na mesma hora e começou a gritar de emoção, deixando sua esposa um pouquinho assustada.Enquanto ela se preocupava mais com o fato dos filhos do casal acordarem, o rapaz não conseguiu esconder sua felicidade, tentando explicar o motivo de tanto alarde por uma faca que ele provavelmente nem usaria em combate.Para terem noção, essa mísera faca pode ser vendida para outros jogadores por preços exorbitantes (chegando até 200 dólares!), então toda essa gritaria tem um bom motivo.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Análise: STREET FIGHTER V


Agora, em 2016, a Capcom promete agradar literalmente todos os tipos de jogadores com Street Fighter V (exceto os de Xbox One, mas paciência).



Talvez esse seja o maior problema de Street Fighter V. O título é um esqueleto para uma maré de conteúdo que virão nos próximos meses (e anos, se tudo ocorrer como a Capcom deseja). Por causa disso, muitas pessoas podem achar o jogo raso, com pouco conteúdo. Isso é falso. Mesmo sendo um esqueleto e realmente pecar no single-player, o online é simplesmente fabuloso e promete ser ainda melhor.

Vamos por partes. Primeiro é preciso esclarecer o que o jogo possui para o jogador solitário.



Um jogo de luta comum possui um modo Arcade, no mínimo. Street Fighter Vjoga isso pela janela e o substitui pelo modo história. Esse modo é um conceito diferente e interessante. Todos os personagens possuem cerca de 2 a 4 lutas pré-definidas, com um enredo contado por artes feitas por Bengus.

É algo muito bem-vindo, pois é muito mais interessante do que aquele Arcade com oponentes aleatórios e sem sentido que finaliza com o mesmo chefe para todos os personagens. Obviamente que a duração é um tanto quanto pequena no caso de Street Fighter V, mas continua sendo um modo válido.



Para aqueles que sentem saudades do modo Arcade clássico, é aí que entra o Survival (sobrevivência). Dependendo do nível de dificuldade escolhido, você enfrenta uma quantidade de inimigos (que pode ser 10, 30, 50 ou 100) de forma seguida e em apenas um round. Entre as batalhas, você pode gastar sua pontuação comprando coisas como encher sua vida ou ganhar uma barra de especial.

Mais uma vez, é algo inovador para um modo clássico, e que também funciona. Porém, é de certa forma triste aceitar o desafio de 100 oponentes e acabar falhando na metade (e não ser muito recompensado por isso). Falando em recompensa, completar esse modo com cada personagem e em diferentes níveis de dificuldade destravam cores para os lutadores em suas roupas padrões.



Aliás, ainda no offline, tudo o que você aproveitar dos modos mencionados anteriormente oferece o que é chamado de Fight Money. Fight Money é o famoso e já divulgado dinheiro in-game que serve para comprar os personagens DLC, que serão lançados nos próximos meses. Além disso, você também os usa para adquirir as roupas alternativas que aparecem no modo história. Já o Zenny é outro tipo de moeda, adquirida com dinheiro verdadeiro. Ele serve para comprar coisas que não afetam o gameplay diretamente. Até o momento, o único item revelado foi roupas alternativas (que não são do modo história).

Esse conceito de microtransação é interessante. Adquirir Fight Money, no início, é muito fácil. Evoluir um personagem em um nível oferece 1.000 Fight Money e, em nossos testes (existe a chance disso mudar quando o jogo for lançado nesta terça, portanto não considere isso como totalmente oficial), terminar o modo história com o personagem já o deixava em torno do nível 8. Com uma matemática básica, 8 mil vezes 16 personagens = 128 mil Fight Money. Ou seja, só terminando o modo história com todos os lutadores já gera dinheiro suficiente para comprar um personagem DLC (100 mil Fight Money).
Obviamente que, considerando que teremos 6 personagens DLC e para aqueles que querem tudo e todas as roupas (cada roupa do modo história custa 40.000 Fight Money), será preciso muito dinheiro. Mas de uma maneira geral, é provável que isso não seja um problema para a maioria. No fim, sempre há a opção de gastar o seu dinheiro, caso não tenha tempo para jogar. Aliás, vale ressaltar que a loja para gastar seu Fight Money só abre em março.



Essa discussão de Fight Money nos leva onde Street Fighter V realmente brilha: o modo online. Após inúmeros testes beta, a Capcom conseguiu entregar uma experiência funcional e divertida. Tudo começa com o fato de que o jogo não considera a região da sua conta da PSN, mas sim a que você seleciona in-game. Ou seja, se sua conta principal é americana, é possível dizer que você é do Brasil sem maiores problemas. Depois, o jogo busca por oponentes, seja ranked ou casual, em qualquer modo de jogo praticamente, inclusive no menu principal.

As lutas ranked acontecem com oponentes aleatórios e, após ocorrerem, você ganha ou perde pontos de liga. Esses pontos definem basicamente o seu nível - quanto maior, mais dedicado e melhor em Street Fighter V você é. Conforme adquire mais e mais pontos, o jogador sobe de liga (bronze, prata e ouro, até onde se sabe, podendo existir mais). Considerando que em nossos testes os servidores foram resetados todos os dias, consequentemente, perdendo todos os pontos adquiridos no dia anterior, sem contar que havia poucas pessoas jogando, era praticamente impossível avançar mais que a liga de bronze (que você alcança com 500 pontos). Além disso, mesmo estando na liga de bronze, ainda enfrentava quem era "rookie" (entre 0 e 500 pontos). Portanto não parece que a liga seja um separador de jogadores.

Participar das lutas ranked nos coloca no ranking online chamado de Capcom Fighting Network. Nele, além de você ver sua posição e de outras pessoas, é possível ver todos os replays de suas lutas online, as de outras pessoas e inúmeras estatísticas. É impressionante a quantidade de informação disponível.



Além das lutas ranked, temos as casuais. Infelizmente é aqui que o jogo mostra mais uma vez ser "esquelético". A Capcom promete que em março ele será completo, podendo ter um lobby com 8 pessoas e elas assistirem à luta que está acontecendo, mas no momento só é possível jogar 1x1, como no ranked. Em outras palavras, no lançamento, as partidas casuais são um ranked que não contabilizam pontos de liga.

Apesar de termos que esperar, o jogo conta com o cross-play funcional com a versão de PC. Ou seja, você pode jogar tudo de Street Fighter V com seu amigo que se encontra em outra plataforma.



Todos esses modos explicados precisam de algo essencial em um jogo de luta: gameplay. Street Fighter V ignora muitas coisas que SF IV possuía e tenta criar uma identidade própria. Coisas como os movimentos EX e os Supers, chamados de Critical Arts aqui, continuam existindo, mas temos agora os V-Skills, V-Triggers e V-Reversals. Os V-Skills são ataques e movimentos únicos que cada personagem possui e que podem ser usados a qualquer momento da batalha. V-Triggers podem ser ativados quando a barra de V está cheia e deixam seu personagem melhor de alguma maneira. Já os V-Reversals usam parte da barra V e ajudam você a se afastar da pressão do adversário.

São muitas opções de jogo que deixam o gameplay mais profundo. Isso sem contar os Crush Counters, que podem ser considerados uma evolução da mecânica de Counter, assim como a oficialização dos cross-ups. Porém, um segundo V-Trigger e um segundo V-Skill trariam muito mais opções nas lutas (podendo escolher, como os Ultras em SF IV). Resta torcer para que, no ano que vem, a Capcom faça algo nesse estilo.



Por fim, e não menos importante, Street Fighter V conta com gráficos muito bonitos. De perto, você nota que o cenário poderia ser um pouco mais detalhado, mas no calor da batalha você não os notará, sinceramente. O que importa são os modelos dos personagens e eles estão simplesmente incríveis, com uma física de objetos (como a faixa de Ryu) e cabelos (Cammy, Laura) muito impressionante. A única crítica fica para coisas que "invadem" o personagem, como o cabelo de Ken entrar em seu ombro, ou de Laura fazer algo semelhante.

Da mesma forma que os gráficos, as músicas são muito boas. Os temas dos personagens estão sensacionais e os cenários possuem músicas que mudam nos rounds, o que deixam a luta mais interessante ainda.


Veredito

Street Fighter V é um excelente título com inúmeras novidades para um gênero clássico dos videogames. Apesar de muitas coisas interessantes chegarem gratuitamente somente nos próximos meses, o título passa a impressão de ser limitado. Porém, a partir do momento que você se dedica ao jogo, verá que a sua profundidade é imensa e que o jogo só tem a evoluir ainda mais em breve.


Jogo analisado com código fornecido pela Capcom.


BRMA do Rio de Janeiro terá campeonato com sete equipes do CBLoL

O comitê organizador da Brasil Mega Arena (BRMA) anunciou nesta terça-feira (23) que a edição do Rio de Janeiro contará com uma competição de League of Legends com sete times que participam do 1º Split do Campeonato Brasileiro (CBLoL) 2016.
INTZ, paiN Gaming, Keyd Stars, g3nerationX, RED Canids, Operation Kino e KaBuM são as equipes convidadas para o evento, que acontecerá de 29 de abril a 1º de maio, no Centro de Convenções SulAmérica.
brma-sp-2016-brma1Torneio de LoL da edição carioca da BRMA terá presença de times da elite (Foto: BRMA)
O CNB e-Sports Club, que vive péssima fase no CBLoL e corre o risco de ser rebaixado para a 2ª divisão, foi convidado, mas optou por não participar. O MyCNB procurou a direção da organização para que explicasse a ausência, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.
De acordo com a assessoria de imprensa da BRMA, a vaga será preenchida pelo vencedor de uma etapa classificatória, cujos detalhes ainda não foram definidos.
Os ingressos para a BRMA estão à venda pela internet. São três opções: R$ 39,90 o individual, R$ 99,90 o passaporte para os três dias e R$ 500 o VIP, que dá direito a entrada no evento sem fila nos três dias, acesso à área VIP, encontro com youtubers e jogadores, lugar marcado na primeira fileira da plateia e camiseta exclusiva da BRMA. Clique aqui para comprar.
Além do Rio de Janeiro, a BRMA passará por São Paulo, de 12 a 16 de outubro, no Expo Center Norte, que receberá as finais das Copas Américas 2016 de StarCraft II, Heroes of the Storm, Hearthstone e World of WarCraft. 

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

WARCRAFT: O ENCONTRO DE DOIS MUNDOS


O aguardado trailer de Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos finalmente foi apresentado ao mundo durante a Blizzcon (assista acima e abaixo). E com ele, surgiram muitas informações que devem fazer a alegria dos fãs da saga, como por exemplo, a breve aparição de Dalaran, a cidade-sede dos magos de Khirin Tor; e, potencialmente, a imagem do mago Medivh parado no meio dos seus escudos de energia. Assista mais uma vez e chore conosco.

O trailer de dois minutos e quinze segundos dá uma bela pista sobre qual será a trama contada nas telonas: a chegada dos orcs à Azeroth e os primeiros encontros deles com os humanos. Entre os pontos altos do vídeo estão as discussões entre Durotan e Orgrim sobre a questão de como lidar com os orcs e com os humanos; a participação de Draka e de um bebê Thrall, o futuro líder da Horda; além da presença de Garona, batalhas gigantescas e aquele voo no Grifo.




Assim, tudo indica que Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos irá mostrar como os orcs saíram da terra natal Draenor pela influência dos demônios da Legião Ardente, que se apresentam como aliados. Não há como saber se será apresentada a narrativa entre Ner´Zhul e o demônio Kil´jaeden que gerou a destruição de Draenor. Porém, temos certeza da presença de Gul´dan, que unificou os orcs na bandeira da Horda e que se comunicou com o mago Medivh para descobrir os caminhos para Azeroth.

Daniel Wu, o ator que interpreta Gul'dan em WarCraft, explicou com exclusividade ao GAMER GEEK que “Gul'dan pode ser considerado o principal antagonista do filme, aos olhos da audiência. Ele, contudo, acredita que está fazendo o que é correto para a sua raça. Ele parte em busca de um novo mundo, e se considera um herói para seu povo”.



Gul'dan, uma criatura conhecida pela simpatia.


Gul'dan tem muito mais anos nas costas do que o ator norte-americano de origem chinesa de apenas 41 anos. “Ele tem poder, é um líder, é competente e tem seu próprio jeito perspicaz de lidar com as coisas. É como um líder de um culto e vende a ideia de magia para os orcs”, explicou Wu, que também comentou sobre o fato de ser jovem demais para o papel.

“Tivemos duas semanas de treinamento para o processo de captura de movimentos. Foi bem legal aprender a se movimentar como um orc, já que eles são bem mais pesados, mesmo os mais velhos, como Gul´dan", diz. "A maneira como tive de usar meu corpo foi bem estranha no começo, algo que um ator com 60 anos talvez não conseguisse fazer. Foi muito exigente, no sentido físico. Eu mesmo acabei fazendo a voz do personagem, que será alterada digitalmente.”
Vale lembrar que além da magia, Gul´dan oferece aos orcs sangue do demônio Mannoroth, que corrompe a linhagem dos guerreiros, transformando-os em seres sedentos por sangue e lhes concede uma mudança na tonalidade da pele: do marrom para o verde. Esta mudança se torna genética. Será que veremos isso no filme? E será que Gul'dan chegará até a tumba de Sargeras? Nada disso foi confirmado, nem por Daniel Wu, nem pelo trailer. Já a presença do rei Llane, de VentoBravo, de Varian, o príncipe do reino, e o destaque para Anduin Lothar, o campeão das tropas humanas, tudo isso o trailer provou que veremos no filme.

Em termos de tecnologia, Daniel Wu diz que o filme de Warcraft deve “suplantar O Senhor dos Anéis. É o maior filme que já fiz, e acho que o uso de tecnologia em filmes é o futuro de vários gêneros. As animações estavam 95% prontas quando as vi, e dava pra ver a umidade na pele dos orcs e seus olhos cheios de emoção", diz. "Acho que o maior trunfo de Warcraft será a emoção: depois de um tempo, você esquece que aqueles personagens foram criados, parcialmente, por técnicas digitais”.

Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos está previsto para chegar aos cinemas no dia 16 de junho de 2016. Você tem a paciência necessária para esperar até lá?

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

NOVOS GAMES COM DESCONTO NA PSN, CALL OF DUTY E NBA 2K16 ESTÃO ENTRE AS OFERTAS!


A plataforma\loja de vendas digitais da Sony está com novos descontos esta semana, em uma variedade de jogos e como dito alguns títulos de peso, compõem essa lista
O “Deal of the Week” concentra se no simulador da liga norte-americana de basquete produzido pela Take Two Studios, estamos falando é claro de NBA 2K16. Não só o jogo conta com um preço mais baixo, como também os vários pack’s\DLC’s que completam o game, estão com descontos atrativos.

A franquia Call of Duty conta com vários descontos até ao dia 2 de março. Inclusive para o recém lançado Black Ops III, e também Advanced Warfare, Ghosts atéMW2 tiveram seus preços reduzidos.
Fiquem com a lista completa:
Promoções da semana NBA 2K16 (até 24/02/16)
NBA 2K16 (PS4)
NBA 2K16 (PS3)
NBA 2K16 Michael Jordan Special Edition (PS4)
NBA 2K16 – 50,000 VC
NBA 2K16 – 120,000 VC
NBA 2K16 – 200,000 VC
NBA 2K16 – 450,000 VC
Call of Duty (até 02/03/16)
Call of Duty Zone (até 02/03/16)
Call of Duty: Black Ops III (PS4 e PS3)
Call of Duty: Black Ops III Digital Deluxe (PS4)
Call of Duty: Advanced Warfare Digital Pro Edition (PS4 e PS3)
Call of Duty: Advanced Warfare Gold Edition (PS4 e PS3)
Call of Duty: Advanced Warfare Season Pass (PS4 e PS3)
Call of Duty: Advanced Warfare – Ascendance DLC (PS4 e PS3)
Call of Duty: Advanced Warfare – Havoc DLC (PS4 e PS3)
Call of Duty: Advanced Warfare – Reckoning DLC (PS4 e PS3)
Call of Duty: Advanced Warfare – Supremacy DLC (PS4 e PS3)
Call of Duty: Advanced Warfare ATLAS GORGE MP Map (PS4 e PS3)
Call of Duty: Ghosts and Season Pass Bundle (PS4 e PS3)
Call of Duty: Ghosts Gold Edition (PS4 e PS3)
Call of Duty: Ghosts – Devastation (PS3)
Call of Duty: Ghosts – Invasion (PS3)
Call of Duty: Ghosts – Nemesis (PS3)
Call of Duty: Ghosts – Onslaught (PS3)
Call of Duty: Ghosts Season Pass (PS4 e PS3)
Call of Duty Black Ops: Declassified (PS Vita)
Call of Duty 4: Map Pack (PS3)
Call of Duty 4: Modern Warfare (PS3)
Call of Duty: WaW Map Pack Bundle (PS3)
Call of Duty: World at War Map Pack 1 (PS3)
Call of Duty: World at War Map Pack 2 (PS3)
Call of Duty: World at War Map Pack 3 (PS3)
Call of Duty Classic (PS3)
Call of Duty: Black Ops – Annihilation (PS3)
Call of Duty: Black Ops – Rezurrection (PS3)
Call of Duty: Black Ops Escalation (PS3)
Call of Duty: Black Ops First Strike (PS3)
Call of Duty: Black Ops II Apocalypse (PS3)
Call of Duty: Black Ops II Revolution (PS3)
Call of Duty: Black Ops II Season Pass (PS3)
Call of Duty: Black Ops II Uprising (PS3)
Call of Duty: Black Ops II Vengeance (PS3)
Call of Duty: Black Ops Gold Edition (PS3)
Call of Duty: Black Ops II Gold Edition (PS3)
Call of Duty: Black Ops II – Nuketown Zombies (PS3)
Call of Duty: Modern Warfare 2 (PS3)
Call of Duty: Modern Warfare 2 – Resurgence Pack (PS3)
Call of Duty: Modern Warfare 2 – Stimulus Package (PS3)
Call of Duty: Modern Warfare 3 (PS3)
Call of Duty: Modern Warfare 3 Collection 1 (PS3)
Call of Duty: Modern Warfare 3 Collection 2 (PS3)
Call of Duty: Modern Warfare 3 Collection 3 (PS3)
Call of Duty: Modern Warfare 3 Collection 4 (PS3)
Descontos Digitais (até 02/03/16)
Dariusburst Chronicle Saviours (PS4)
Dariusburst Chronicle Saviours (PS Vita)
Trine Trilogy (PS4)
Trine 3: The Artifacts of Power (PS4)
Trine Enchanted Edition (PS4)
Trine 2: Complete Story (PS4)
Trine Bundle (PS4)
Trine (PS3)
Trine 2 (PS3)
The BIT.TRIP (PS4 e PS Vita)
Leo’s Fortune (PS4)
The Fall (PS4)
Submerged (PS4)
Beach Buggy Racing (PS4)
Riptide GP2 (PS4)
Vector Unit Racing Bundle (PS4)
Giana Sisters: Twisted Dreams (PS3)
Giana Sisters: Twisted Dreams – Director’s Cut (PS4)
Giana Sisters: Dream Runners (PS4)
Guns, Gore and Cannoli (PS4)
Don’t Starve: Console Edition (PS4)
Don’t Starve: Console Edition + Reign of Giants Expansion (PS4)
Don’t Starve: Reign of Giants Console Edition (PS4)
Don’t Starve: Giant Edition (PS3)
Don’t Starve: Giant Edition (PS Vita)
A Velocibox Ultimate Bundle (PS4 e PS Vita)
Back to Bed Game & Dynamic Theme Bundle (PS4, PS3 e PS Vita)
Stealth Inc 2: A Game of Clones (PS4, PS3 e PS Vita)
Stealth Inc. – The Teleporter Chambers (PS3 e PS Vita)
Stealth Inc: A Clone in the Dark (PS3 e PS Vita)
Stealth Inc: The Lost Clones (PS3 e PS Vita)
Stealth Inc: Ultimate Edition (PS4)
The Stealth Inc 1 & 2 Ultimate-est Edition (PS4, PS3 e PS Vita)
Até que ta bom né? :)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

BULLETSTORM: UM FPS COM UMA PITADA DE MATRIX



A desenvolvedora People Can Fly e a Epic Studios se uniram para trazer ao mundo um grande projeto: Bulletstorm. Trata-se de um jogo de tiro em primeira pessoa, que felizmente não recai sobre as mesmas fórmulas já conhecidas. Cores, plantas mutantes e golpes são apenas alguns dos elementos que permeiam a narrativa.
No game você controla Grayson Hunt, um antigo herói do exército — que vivencia os conflitos espaciais do século XXVI —, vítima da crueldade do General Serrano, que o mandou para uma missão traiçoeira. O objetivo dela consistia no assassinato de um inocente. Se recusando a cumpri-la, Grayson comete um ato de traição e logo vira o homem mais procurado do universo.
A melhor parte de tudo isso é que essa história é contada com muita ação. Os desenvolvedores prometem que a intenção não é mostrar um filme, mas sim fazer com que os jogadores atravessem por todas as etapas enquanto jogam. As cenas com animações prontas serão aproveitadas apenas para mostrar um pouco mais do herói e para criar passagens com um grau de ação muito elevado.
Por fim, os jogadores terão em mãos um complexo sistema de combate, que envolve chutes, presilhas e coleiras elétricas (com as quais é possível jogar os oponentes pelos ares), além das criativas armas
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